| A Arte de Pensar |


Paula Rego no MNWA, em Washington DC

Para quem não teve a possibilidade de ver a retrospectiva que o Museu Nacional Reina Sofia de Madrid organizou à mais internacional, dos artistas plásticos portugueses – Paula Rego, há agora uma nova oportunidade. Para aqueles que vivem em Washington, ou tencionam visitar a capital dos EUA nos próximos meses, é então, necessária e obrigatória a paragem pelo National Museum of Women in The Arts, que até dia 25 de Maio vai expor uma parte considerável da retrospectiva que o MNCARS organizou. A não perder!

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Mike Huckabee no Colbert Report

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Um exemplo de democracia

As eleições americanas são sempre interessantes de seguir por quem tenha interesse pela politica como debate de ideias, e estas não vão ser excepção. Tem a ver com os protagonistas mas também com a forma participativa como o sistema funciona, a exemplo das primárias para escolher o candidato de cada um dos partidos.

Acompanho o desenrolar e de vez em quando lá me lembro dos nossos arautos da democracia e liberdade que falam dos EUA como uma democracia menor, duvidosa, musculada, com tanto para aprender nas "boas práticas" deste lado do oceano... Não será mais ao contrário?

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Barack Obama: A mudança aproxima-se

Depois da expressiva vitória no Iowa, o Senador Barack Obama é agora olhado pelos eleitores democratas e pela imprensa americana e internacional como um sério candidato à Presidência.
É com ele que o país pode mudar, lê-se no rescaldo da euforia do Iowa, a imprensa internacional parece já rendida ao Senador, e os discursos dos analistas mudaram abruptamente. Hillary Clinton, aparece agora, num segundo plano, como se de uma candidatura menor se tratasse, apesar de a nível nacional continuar a liderar as sondagens, com mais de 20 pontos de margem e de, no New Hampshire continuar ainda à frente do Senador de Chicago.
Mas, em apenas um dia, tudo parece ter mudado, e, é que, Obama transmite entusiasmo fala ao coração dos americanos, sabe como ninguém os problemas que sofrem os menos favorecidos, compreende as angústias dos imigrantes, reconhece perante todos, os males que "circulam" por Washington. Fala no “ser” americano, raramente individualiza o discurso, utiliza o “nós” e não o “eu”, fala aos jovens, aos velhos, aos pobres, aos ricos, aos asiáticos, aos latinos, aos negros, aos brancos, fala de mudança, de esperança, de um "novo" país. E os americanos, agora parecem acordar para essa mudança.



Video: Discurso da vitória, 03/01/08, Des Moines, Iowa

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Iowa: A Primeira Batalha

Chegou o grande dia para os candidatos à Presidência do mais poderoso país do planeta. Começa hoje a verdadeira corrida à Casa Branca. Houve muito tempo para se discutir ideias, recolher fundos, recolher apoios de peso, definir modelos de gestão, para reformular opiniões, redefinir estratégias. E no entanto, para aqueles que verdadeiramente ambicionam chegar à nomeação oficial dos seus partidos, ainda parece que tudo falta fazer, tal é a euforia (por certo habitual quando de primárias "reais" se trata) com que os candidatos abordaram esta última semana de campanha para o Caucus do Iowa.
Do lado republicano, Mitt Romney, o milionário, antigo CEO da consultora Bain & Company e até à muito pouco Governador do Estado do Massachusetts, investiu milhões em anúncios de lastminute nas televisões e rádios locais, não para defender as suas políticas, mas sim para principalmente, criticar o historial político do seu principal rival, Mike Huckabee, antigo Governador do Arkansas. Chegando ao ponto de o acusar de incompetência total no que a segurança nacional (ponto chave da política americana) se refere, utilizando a sua política de clemências, de amnistias e perdão de penas, como factor de troça constante nos seus anúncios de última hora.
A euforia de Romney, prova bem o que representa esta primeira eleição, das primárias americanas.
O Iowa, não é um estado grande, não é um estado rico, é mesmo um dos mais esquecidos pela esfera politica de Washington (sendo dos que menos visitas Presidenciais teve ao longo da história americana). É um estado que elege poucos eleitores às Conferências Nacionais dos dois grande partidos, no entanto é essencial se não mesmo o decisivo, na corrida à eleição. Que o diga o último grande favorito Democrata à eleição, Howard Dean que, à quatro anos atrás, viu esfumar-se, aqui, o sonho de uma vida.
Quatro anos passados, e do lado Democrata vivemos uma situação de certo modo similar, sendo que desta vez quem tem muito a perder não é o favorito mas o principal opositor. O Senador do Illinois, Barack Obama necessita de uma vitória clara que lhe permita dar ainda mais força à sua candidatura, que caso consiga ditar diferença nos estados que vão a votos em Janeiro pode destronar, a até há poucos meses atrás, incontestável Hillary Clinton. Numa situação similar à de Obama, está o já “eterno” candidato democrata John Edwards, a par de Obama precisa de um impulso, para ver até onde pode realmente chegar a sua candidatura. E apesar das últimas sondagens darem Barack Obama em vantagem sobre Clinton, com Edwards em terceiro lugar, a diferença entre os três é mínima e amanhã os americanos, quando acordarem, podem mesmo ver Clinton em terceiro lugar no Iowa, o que seria uma séria derrota para a Hillary, que tudo tem feito para cativar o eleitorado do pequeno estado, convocando mesmo, toda a família para a batalha, marido, filha e a própria mãe apoiam a Senadora como se de mais um voluntário se tratassem.
Quem, não se deixou impressionar por esta euforia inicial, foi o favorito à eleição pelos republicanos o antigo Mayor de Nova Iorque, Rudy Giuliani, que nem sequer aqui fez campanha, confiando marcar a diferença nos grandes estados, como Nova Iorque, onde por agora permanece com confortável vantagem. No entanto, ou Romney, que nas últimas sondagens aparece com ligeira vantagem, ou Huckabee ao vencerem aqui, irão subir muitos pontos nas sondagens futuras nos estados que se seguem podendo ser uma ameaça séria ao itálo-descendente. Quanto ao Senador John McCain pouco terá a perder, e a ganhar, no Iowa, sendo que a sua candidatura dependerá muito do comportamento que tiver nas eleições a realizar durante o mês de Janeiro.
Veremos! Sendo que eu sou daqueles que acha que nem Hillary, tem a vitória nas primárias tão fácil como pensava à poucos meses, nem muito menos Giuliani, visto pelos sectores mais conservadores do partido - e são eles que irão decidir esta eleição - como demasiado liberal, tem o caminho fácil, que tantos analistas predestinaram.

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