José Luis Rodríguez Zapatero, ao telefone com, a equipa de Andreu Buenafuente do principal "late night" da televisão espanhola. Um Presidente, com "talante" e com sentido de humor!
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Como era expectável o PSOE ganhou as eleições em Espanha, mas isso sim, sem maioria absoluta e por uma margem ligeiramente inferior à previsível, numas eleições que ficam marcadas pela diminuição do peso dos partidos de cariz nacionalista nas Cortes de Madrid e pela quase extinção da Izquierda Unida, que elege apenas dois deputados (em 1996 elegeu 21), o seu líder em Madrid e o líder da Iniciativa Verds na Catalunha.
Assim e a confirmarem-se estes resultados, o PP, com 153 deputados, elege mais 5 deputados que em 2000, enquanto o PSOE, com 169 deputados, ganha também 5 face às eleições de Março de 2000.
Estes resultados, e apesar de perder uma vez mais as eleições, permitem a Mariano Rajoy, “segurar” por enquanto a liderança do PP, no entanto agora a incógnita será saber até quando aguentará Rajoy (o PP tem já marcado um congresso para o Verão), e ao mesmo tempo saber quem irá avançar para o seu lugar. Seria interessante para o partido que alguém mais moderado como Alberto Ruiz-Gallardón avançasse e pusesse fim ao clima de crispação que governa o partido.
Estes resultados, “escondem” ainda um outro possível vencedor, os nacionalistas catalães da Convergència i Unió, que elegeram 11 deputados (mais 1 que em 2000) e que, face à quebra da Izquierda Unida e da Esquerra Republicana (nacionalistas catalães) surgem agora como o aliado ideal para o PSOE. Os convergentes, têm praticamente todos os ases na mão e como condição inicial irão certamente exigir o fim do tripartito que governa em coligação a Catalunha, para assim poderem liderar os destinos da sua nação, no entanto será difícil que o PSOE, abdique da coligação que os mantem no poder da Generalitat.
Um outro cenário de coligação possível mais complexo e instável, seria a coligação com a Izquierda Unida, a Esquerra Republicana e o Bloque Nacionalista Galego. Os dados acabam de ser lançados e as negociações irão certamente ser longas.
Assim e a confirmarem-se estes resultados, o PP, com 153 deputados, elege mais 5 deputados que em 2000, enquanto o PSOE, com 169 deputados, ganha também 5 face às eleições de Março de 2000.
Estes resultados, e apesar de perder uma vez mais as eleições, permitem a Mariano Rajoy, “segurar” por enquanto a liderança do PP, no entanto agora a incógnita será saber até quando aguentará Rajoy (o PP tem já marcado um congresso para o Verão), e ao mesmo tempo saber quem irá avançar para o seu lugar. Seria interessante para o partido que alguém mais moderado como Alberto Ruiz-Gallardón avançasse e pusesse fim ao clima de crispação que governa o partido.
Estes resultados, “escondem” ainda um outro possível vencedor, os nacionalistas catalães da Convergència i Unió, que elegeram 11 deputados (mais 1 que em 2000) e que, face à quebra da Izquierda Unida e da Esquerra Republicana (nacionalistas catalães) surgem agora como o aliado ideal para o PSOE. Os convergentes, têm praticamente todos os ases na mão e como condição inicial irão certamente exigir o fim do tripartito que governa em coligação a Catalunha, para assim poderem liderar os destinos da sua nação, no entanto será difícil que o PSOE, abdique da coligação que os mantem no poder da Generalitat.
Um outro cenário de coligação possível mais complexo e instável, seria a coligação com a Izquierda Unida, a Esquerra Republicana e o Bloque Nacionalista Galego. Os dados acabam de ser lançados e as negociações irão certamente ser longas.
Etiquetas: CiU, Eleições Espanholas, Espanha, Política, PP, PSOE, Rajoy, Zapatero
Este ano parece ser o ano de todas as eleições, em Fevereiro foram as legislativas no Paquistão, no fim-de-semana passado foi o "plebiscito" russo, em Abril temos as legislativas em Itália – onde o incombustível Sílvio Berlusconi parece certo como vencedor, apesar dos esforços de Walter Veltroni, sucessor de Prodi e esperança da esquerda renovada italiana.
Ao longo de 2008 temos, ainda, assistido às mais mediáticas primárias americanas da história, onde ontem John McCain, confirmou a sua nomeação como candidato do GOP, ao passo que Hillary Clinton fez lembrar o marido Bill, ao regressar à corrida democrata, quando meio mundo a dava já como derrotada. Obama, que se cuide pois Hillary ganhou fôlego e fala já no ticket, por muitos sonhado, Hillary-Obama, para cativar os apoiantes incondicionais do senador do Illinois. O que é certo é que depois da segunda “super-terça-feira” do ano, Hillary continuará atrás de Obama, tendo sido miníma a diferença entre ambos no número de delegados eleitos no total dos quatro estados que foram a votos. No entanto, para pena dos líderes do partido democrata a corrida parece agora encaminhar-se para a eternidade. Há já quem fale, que agora tudo se irá decidir em Denver, em plena Convenção Democrata, o que seria demasiado cruel para um partido que ambiciona pôr fim ao ciclo republicano na Casa Branca.
Ao longo de 2008 temos, ainda, assistido às mais mediáticas primárias americanas da história, onde ontem John McCain, confirmou a sua nomeação como candidato do GOP, ao passo que Hillary Clinton fez lembrar o marido Bill, ao regressar à corrida democrata, quando meio mundo a dava já como derrotada. Obama, que se cuide pois Hillary ganhou fôlego e fala já no ticket, por muitos sonhado, Hillary-Obama, para cativar os apoiantes incondicionais do senador do Illinois. O que é certo é que depois da segunda “super-terça-feira” do ano, Hillary continuará atrás de Obama, tendo sido miníma a diferença entre ambos no número de delegados eleitos no total dos quatro estados que foram a votos. No entanto, para pena dos líderes do partido democrata a corrida parece agora encaminhar-se para a eternidade. Há já quem fale, que agora tudo se irá decidir em Denver, em plena Convenção Democrata, o que seria demasiado cruel para um partido que ambiciona pôr fim ao ciclo republicano na Casa Branca.
E se isto não fosse já suficiente, no próximo fim-de-semana, para além das eleições municipais em França, temos também eleições no país vizinho.
Estas eleições, de 9 de Março, irão ser as eleições mais polarizadas da história democrática espanhola, onde segundo as últimas sondagens autorizadas o PSOE e o PP podem conseguir eleger este ano cerca de 90% dos deputados. O debate há muito que é polarizado em parte por culpa dos dirigentes do PP que ao longo da legislatura tiveram sempre um discurso radical, e pouco aberto ao diálogo com o partido do governo e com a restante oposição, sendo clara a ruptura em questões chave como a política antiterrorista, ou a política autonómica. Os últimos dois debates, entre os candidatos dos dois partidos, José Luís Rodriguez Zapatero pelo PSOE e Mariano Rajoy pelo PP, ajudaram ainda mais a polarizar estas eleições. Estes dois debates, onde os jornalistas exerceram apenas de moderadores (controladores de tempo), uma fórmula infeliz e imprópria nos dias que correm, pouco acrescentaram, em termos de ideias de futuro, servindo mais para troca de acusações de parte a parte e para Rajoy tecer um cenário negro sobre a economia espanhola, capaz de atemorizar os mais desatentos. Rajoy poucas propostas de futuro apresentou, e Zapatero apenas falou em propostas de futuro no segundo debate, prometendo novas políticas de emprego (prometeu criar 2 milhões de novos empregos em quatro anos), de educação e de imigração capazes de revitalizar a economia espanhola.
As sondagens apesar de evidenciarem uma diferença mínima entre os dois principais partidos – em média a diferença situa-se nos 4 pontos – mostram que o PSOE estará perto de conseguir a maioria absoluta, e mostram ainda de forma consistente que será muito difícil o PP chegar ao governo, pois tirando os nacionalistas de direita catalães, Convergència i Unió, que deverão chegar aos 9 deputados e canários, Coalicion Canária que elegerão entre 1-2 deputados, todas as restantes forças negar-se-ão a formar governo com os populares. Portanto, o mais provável é que Zapatero, continue como Presidente do Governo Espanhol, enquanto do lado do PP se espera uma corrida à sucessão de Rajoy, sendo inúmeros os contendentes a ambicionar o lugar.
Estas eleições, de 9 de Março, irão ser as eleições mais polarizadas da história democrática espanhola, onde segundo as últimas sondagens autorizadas o PSOE e o PP podem conseguir eleger este ano cerca de 90% dos deputados. O debate há muito que é polarizado em parte por culpa dos dirigentes do PP que ao longo da legislatura tiveram sempre um discurso radical, e pouco aberto ao diálogo com o partido do governo e com a restante oposição, sendo clara a ruptura em questões chave como a política antiterrorista, ou a política autonómica. Os últimos dois debates, entre os candidatos dos dois partidos, José Luís Rodriguez Zapatero pelo PSOE e Mariano Rajoy pelo PP, ajudaram ainda mais a polarizar estas eleições. Estes dois debates, onde os jornalistas exerceram apenas de moderadores (controladores de tempo), uma fórmula infeliz e imprópria nos dias que correm, pouco acrescentaram, em termos de ideias de futuro, servindo mais para troca de acusações de parte a parte e para Rajoy tecer um cenário negro sobre a economia espanhola, capaz de atemorizar os mais desatentos. Rajoy poucas propostas de futuro apresentou, e Zapatero apenas falou em propostas de futuro no segundo debate, prometendo novas políticas de emprego (prometeu criar 2 milhões de novos empregos em quatro anos), de educação e de imigração capazes de revitalizar a economia espanhola.
As sondagens apesar de evidenciarem uma diferença mínima entre os dois principais partidos – em média a diferença situa-se nos 4 pontos – mostram que o PSOE estará perto de conseguir a maioria absoluta, e mostram ainda de forma consistente que será muito difícil o PP chegar ao governo, pois tirando os nacionalistas de direita catalães, Convergència i Unió, que deverão chegar aos 9 deputados e canários, Coalicion Canária que elegerão entre 1-2 deputados, todas as restantes forças negar-se-ão a formar governo com os populares. Portanto, o mais provável é que Zapatero, continue como Presidente do Governo Espanhol, enquanto do lado do PP se espera uma corrida à sucessão de Rajoy, sendo inúmeros os contendentes a ambicionar o lugar.